Advogado Tributarista em BH: Dívida Ativa, Execução Fiscal e Planejamento


Entenda como um advogado tributarista em Belo Horizonte atua em dívida ativa, execução fiscal, planejamento tributário e recuperação de tributos para empresas.

Se você é empresário(a), gestor(a), profissional liberal, ou contador(a) em Belo Horizonte e Região Metropolitana, certamente já viveu uma (ou várias) destas situações:

  • chegou uma notificação ou auto de infração e ninguém sabe se é “grave” ou “rotina”;
  • a empresa entrou na dívida ativa (União/Estado/Município) e o caixa ficou no limite;
  • existe medo de bloqueio judicial de conta (SisbaJud), penhora e restrições;
  • você paga impostos há anos e desconfia que pode haver pagamento indevido, mas não sabe por onde começar;
  • o time “só apaga incêndio” e não consegue construir uma rotina de prevenção tributária.

Este guia é especialmente útil para PMEs, prestadores de serviço, comércio e empresas familiares que precisam de previsibilidade no caixa e segurança fiscal.

O papel do advogado tributarista é transformar esse caos em método: diagnosticar, reduzir risco, organizar estratégia e atuar com as medidas cabíveis — administrativas e judiciais — sem promessas mágicas, e com base em documento e prova.

Objetivo deste guia: mostrar, de forma clara (sem juridiquês), como funciona a atuação tributária para empresas em BH — e o que costuma dar resultado na prática.

Neste guia você vai ver:

  • Quando chamar um advogado tributarista (e por quê)
  • Dívida ativa e execução fiscal: caminhos práticos
  • Planejamento tributário sem atalhos perigosos
  • Recuperação de tributos: quando faz sentido
  • Perguntas frequentes (FAQ)

Quando buscar um advogado tributarista em BH

Em regra, quanto antes você entra, mais opções existem. Alguns gatilhos típicos:

1) Você recebeu notificação, auto de infração ou intimação fiscal

Muita empresa erra aqui: ignora, responde correndo ou entrega documentos sem estratégia. O resultado costuma ser pior: multa maior, enquadramento indevido, “confissão” sem perceber, ou perda de prazo.

O que normalmente se faz: leitura técnica do auto/termo, checagem do enquadramento, prazos, provas e linha de defesa — administrativa primeiro, quando for o caso.

2) Você está na dívida ativa (União/Estado/Município)

Entrar em dívida ativa não significa “fim do mundo”, mas é um sinal de urgência. O risco aumenta para:

  • restrições, protestos, certidões negativas travadas;
  • execução fiscal (com custos, honorários e penhoras);
  • impacto direto em crédito, licitações, contratos e fornecedores.

3) Já existe execução fiscal (ou ameaça real de execução)

Aqui o jogo muda: já existe cobrança judicial e, em muitos casos, o tempo vira fator crítico. Mesmo assim, ainda existem caminhos — o segredo é avaliar o processo e a CDA com precisão.

4) A empresa quer pagar o justo e parar de viver em “modo susto”

Planejamento tributário (feito corretamente) não é “malandragem”. É gestão: revisar rotinas, riscos, enquadramento e procedimentos para prevenir autuações e evitar pagar errado.

Dívida ativa e execução fiscal: o que dá para fazer (de forma lícita e estratégica)

Vamos ao ponto: o que um tributarista realmente faz quando a cobrança aperta?

Dívida ativa: dá para resolver sem virar “bola de neve”

Em muitos casos, o plano de ação envolve:

  • checar a origem do débito (o que gerou, quando, com que base);
  • verificar prescrição/decadência e inconsistências;
  • avaliar parcelamentos (quando vale, quando piora);
  • organizar documentos e narrativa (isso faz diferença);
  • buscar a via adequada: administrativa, negociação, judicial, ou combinação.

Execução fiscal: por que alguns casos parecem “perdidos” e não são

Quando há execução fiscal, a empresa costuma perguntar:

  • “Vão bloquear minha conta?”
  • “Podem penhorar faturamento?”
  • “Tenho como discutir isso?”

A resposta honesta: depende do caso e dos documentos, mas é comum existir espaço para:

  • discutir nulidades formais (CDA e requisitos);
  • discutir prescrição;
  • discutir base de cálculo/lançamento (conforme situação);
  • estruturar garantia/negociação com menos dano ao caixa;
  • pedir medidas para evitar abuso e garantir proporcionalidade.

Importante: não existe receita universal. O que existe é método.

Se você recebeu citação/execução fiscal, não espere o bloqueio. Uma análise rápida da CDA e do processo costuma definir o melhor caminho e evitar prejuízo maior.

Planejamento tributário: reduzir risco e pagar o justo (sem atalhos perigosos)

Planejamento tributário sério é o oposto do “jeitinho”. Ele trabalha com três pilares:

1) Enquadramento correto e rotina fiscal “sem furos”

Muitas empresas perdem dinheiro porque:

  • estão no regime errado (ou não revisam periodicamente);
  • têm classificação fiscal/tributária falha em produtos/serviços;
  • não tratam corretamente ISS/ICMS em operações específicas;
  • não têm governança de documentos (e isso mata defesas).

2) Prevenção de autuações (antes que virem multas)

Uma empresa organizada:

  • guarda documentos certos;
  • valida procedimentos internos;
  • cria trilha de auditoria;
  • detecta risco antes de virar autuação.

3) Segurança para crescer (e não travar por certidão)

Em BH e região (Contagem, Betim, Nova Lima, Sabará, Santa Luzia, Ribeirão das Neves), é comum empresa perder oportunidade por:

  • CND travada;
  • passivo fiscal mal explicado;
  • pendência simples que vira grande porque ninguém viu a tempo.

Planejamento tributário resolve isso com rotina, não com “sorte”.

Recuperação de tributos: quando faz sentido e como funciona

Aqui mora muita promessa irresponsável na internet. Vamos deixar limpo:

✅ Existem, sim, muitas hipóteses de pagamento indevido no mundo real, e que geram diversas possibilidades de recebimento dos valores pagos a maior.

❌ Mas não dá para afirmar percentuais mágicos sem análise.

A recuperação de tributos (ou revisão para identificar pagamentos indevidos) costuma fazer sentido quando a empresa:

  • tem volume relevante de recolhimentos;
  • teve mudanças de regime/atividade;
  • passou por períodos de confusão operacional/contábil;
  • suspeita de enquadramento incorreto;
  • possui histórico de autuações e retrabalho.

Como é uma análise séria (do jeito que deve ser)

  1. Triagem: entender atividade, regime, histórico e o “mapa do problema”
  2. Documentos: SPED/ECF/PGDAS, guias, DARFs, notas, apurações, autos, parcelamentos
  3. Cruzamento e hipóteses: onde pode haver recolhimento indevido ou risco
  4. Plano de ação: o que é viável, prazo, custo, rota e prova
  5. Execução: administrativa/judicial conforme o caso, com estratégia e prudência

Isso evita dois erros comuns:

  • entrar com tese “genérica” e perder tempo/dinheiro;
  • deixar oportunidade real passar porque ninguém organizou o caso.

Se você suspeita que sua empresa paga imposto “no automático” há anos, uma revisão técnica pode revelar correções e oportunidades — sempre com base documental e dentro da legalidade.

“Estou com o caixa apertado”: tributário conversa com fluxo de caixa

Em empresas de serviços e comércio, o tributário impacta diretamente:

  • margem, preço e competitividade;
  • previsibilidade do caixa;
  • capacidade de investir e contratar;
  • saúde do negócio.

Por isso, uma atuação tributária eficiente costuma caminhar junto com:

  • calendário e previsibilidade de obrigações;
  • organização de documentos;
  • decisões de regime;
  • gestão de passivo (sem “surpresas” mensais).

Tributário bom não é só processo. É gestão + jurídico.

Como funciona a consultoria/atuação tributária para empresas em BH

Um modelo prático (e que funciona bem) normalmente segue etapas:

Etapa 1 — Diagnóstico objetivo (sem enrolação)

  • entender o problema;
  • levantar documentos essenciais;
  • definir riscos e prioridades.

Etapa 2 — Estratégia e plano (com caminhos possíveis)

  • rota administrativa e/ou judicial;
  • prazos e riscos;
  • plano para proteger caixa e operação.

Etapa 3 — Execução e acompanhamento

  • petições/defesas/recursos;
  • suporte documental e governança;
  • ajustes táticos conforme o caso evolui.

Se você está em Belo Horizonte ou Região Metropolitana e tem notificação, dívida ativa, execução fiscal, autuação ou quer organizar planejamento tributário e avaliar possíveis pagamentos indevidos, solicite uma análise técnica com base em documentos (autos, CDA, parcelamentos, apurações e guias).
A orientação certa, na hora certa, costuma evitar prejuízos maiores.

André Mansur Brandão – Advogado (OAB/MG 87.242)
Atendimento em Belo Horizonte (MG)
Telefone/WhatsApp: (31) 99157-1356

IPVA: Mulher será indenizada por inscrição indevida em dívida ativa

A indenização, fixada em R$ 3 mil por danos morais, foi mantida pela Justiça

Por unanimidade, a 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal confirmou uma sentença que determinou que o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF) compensasse uma mulher por ter seu nome inserido na lista de devedores, resultante de dívidas de um veículo transferido sem seu conhecimento.

A autora do caso explicou ter sido pega de surpresa ao descobrir que havia uma dívida de IPVA associada ao seu nome pelo Detran/DF, embora nunca tivesse possuído o veículo em questão e residisse no estado do Piauí, fora da região do Distrito Federal. Ela ainda mencionou um processo em andamento contra uma instituição financeira por um empréstimo fraudulento feito em seu nome para a compra de um veículo, fortalecendo a suspeita de fraude no registro do carro em seu nome.

No recurso, o Detran/DF alegou não ter sido informado sobre um acordo judicial reconhecendo a fraude na transferência do veículo, argumentando que, sem essa notificação, era justificável a cobrança dos débitos. No entanto, a decisão da Turma Recursal destacou a falta de evidências que comprovassem a aquisição do veículo pela autora, ressaltando que a transferência de propriedade ocorreu sem sua participação.

Assim, considerou-se injustificável cobrar o IPVA dela, já que não era a proprietária do veículo, tampouco assumir que ela fosse a condutora para fins de multas e infrações de trânsito. Dessa forma, com base no entendimento do relator, a Turma concluiu que, diante da falha na prestação de serviço, do dano e do nexo causal, era devida a indenização à recorrente, conforme o art. 37, § 6º, da CF e o art. 186 do Código Civil.

Fonte: Jornal Jurid

Essa notícia foi publicada originalmente em: https://www.jornaljurid.com.br/noticias/mulher-sera-indenizada-por-inscricao-indevida-em-divida-ativa-por-debito-de-ipva